quarta-feira, 14 de abril de 2010

Café



Tomar, diariamente, até cinco xícaras de café coado ou filtrado não altera os índices de colesterol (LDL e HDL) ou de triglicérides e, quando ingerido em conjunto com uma dieta balanceada, pode ajudar a reduzir peso.


A conclusão é de uma dissertação de mestrado apresentada na Unifesp que acompanhou, por 18 semanas, 60 pacientes com índices elevados de colesterol em tratamento no Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular da universidade. A redução de peso, do índice de massa corporal (IMC) e da circunferência abdominal verificada durante esse período foi, em média, de 1,5%.


De acordo com Rosana Perim Costa, nutricionista e autora da pesquisa, a forma como o brasileiro prepara o café – em coador de pano ou em filtro de papel – impede a passagem das substâncias dos grãos, responsáveis pelo aumento da fração ruim do colesterol (LDL).


Já a presença de substâncias antioxidantes na bebida, como a cafeína e os polifenóis, evita a formação de radicais livres e, conseqüentemente, o desenvolvimento da doença coronariana.


No organismo, a absorção gastrointestinal da cafeína é rápida e completa. A cafeína circula nos fluídos corpóreos e sua concentração atinge o nível mais alto entre 15-45 minutos depois da ingestão. A meia-vida do café nos humanos varia de acordo com a idade, sexo, condição hormonal, ingestão de drogas, tabagismo. A cafeína é biologicamente transformada pelo fígado e seus metabólitos são excretados quase que completamente pelo rim e pelo trato urinário. O café pode ser contra-indicado para pessoas com patologias como: úlcera, problemas cardíacos e hipertensão.


"Um café bem quente consola, reanima, aquece...Naqueles momentos críticos, em que a vontade se abate, o sono persegue, o frio corrói, um cafezinho ajuda e ameniza..."

terça-feira, 13 de abril de 2010

As frutas e hortaliças estão mais presentes no prato do brasileiro.

Estudo inédito do Ministério da Saúde revela que 30,4% da população com mais de 18 anos optam por esses alimentos cinco ou mais vezes na semana. E 18,9% consumiram cerca de cinco porções diariamente em 2009 - 2,6 vezes mais que o registrado em 2006, 7,1%. Isso equivale as 400 gramas diárias recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. Contudo, o Ministério da Saúde alerta para o aumento no consumo de alimentos com alto teor de açúcar e gordura e do número de sedentários no país.
Os dados sobre o perfil da alimentação do brasileiro e o hábito de fazer atividade física integram levantamento realizado todo ano pelo Ministério da Saúde, o Vigitel. Foram entrevistadas 54.367 entre os dias 12 de janeiro e 22 de dezembro de 2009. O levantamento foi apresentado durante a comemoração do Dia Mundial de Saúde nesta quarta-feira, 7 de abril, na sede da organização Pan-americana de Saúde (OPAS), em Brasília.
O ministro José Gomes Temporão participou da cerimônia e fez um alerta sobre os riscos da mudança no estilo de vida da população. A alimentação adequada e a prática regular de exercício ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e câncer. O Ministério tem estimulado hábitos saudáveis, espaços de convivência e para esportes nas cidades brasileiras, com repasse de verbas, e com ações de promoção da saúde nas equipes de saúde da família e por meio do Programa Saúde na Escola, destaca.
HÁBITO ALIMENTAR - De acordo com uma das responsáveis pela pesquisa, Deborah Malta, os dados demonstram o impacto das mudanças no padrão alimentar do brasileiro - que acompanha tendência mundial de maior consumo de alimentos gordurosos - e, ao mesmo tempo, a preocupação de uma parcela da população em reverter esse quadro.Tem reduzido o percentual de pessoas que almoçam em casa ou preparam sua refeição, e assim as pessoas acabam optando por alimentos mais práticos e, geralmente, mais gordurosos, como os pré-cozidos, enlatados ou mesmo os fast-foods, afirmou Deborah, que também é coordenadora-geral de Doenças e Agravos Não-transmissíveis do Ministério da Saúde. Segundo ela, a maior busca por frutas e hortaliças é o resultado de um processo de conscientização e das políticas de incentivo a hábitos saudáveis.O desafio é ampliar o acesso a essas iniciativas, destaca.
Outro ponto positivo no hábito alimentar do brasileiro é a queda de 15,8% no consumo de carnes vermelhas gordurosas ou pele de frango. Em 2009, 33% dos adultos comiam carnes com excesso de gordura contra 39,2% em 2006. A conscientização, tanto em relação ao consumo de vegetais quanto à escolha de carnes mais leves, segundo Deborah Malta, pode ser atribuída às políticas de incentivo a alimentação saudável.
REFRIGERANTES - Contudo, os dados demonstram também que refrigerantes e sucos artificiais (aqueles em pó dissolvidos em água) participam ativamente da dieta do brasileiro. Ao todo, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez na semana e 27,9%, cinco vezes ou mais na semana. O consumo regular, quase todo dia, aumentou 13,4% em um ano. Em 2008, 24,6% da população bebia refrigerantes cinco ou mais vezes na semana.
Entre os mais jovens, de 18 a 24 anos, o índice é ainda maior, 42,1% bebem refrigerantes quase todos os dias. Além disso, as versões light ou diet do produto não são tão requisitadas. Só 15% da população adulta optam por eles. O leite com teor integral de gordura também é o preferido: 58,4% da população consomem esse produto cinco ou mais vezes na semana. Um aumento de quase 2% em três anos. Em 2006, 57,4% da população preferiam os integrais ao invés de desnatados ou semi-desnatados.
Já o consumo de feijão, tão comum na culinária brasileira, está caindo. Esse alimento, que é rico em fibra e ferro, em 2009, fez parte do cardápio de 65,8% dos adultos cinco ou mais vezes na semana. Em 2006, o índice era 71,9%, o que representa uma queda de 8,4% em três anos. O feijão requer tempo de preparado e pressupõe uma comida caseira. Com a mudança no estilo de vida da população, ele está saindo da rotina do brasileiro, afirma Deborah Malta. Segundo ela, para reverter o quadro, é preciso ampliar as políticas de promoção da saúde, além de esforços de outros setores do governo, como educação, agricultura e comércio.
SEDENTARISMO - As ações também devem estar integradas ao incentivo e orientação para a prática regular de exercícios físicos. Hoje observamos um predomínio de alimentos com alto teor de gordura e açúcar na dieta do brasileirão, e isso não é compensado com aumento de atividades físicas. Pelo contrário, as pessoas estão mais sedentárias.
Os dados da pesquisa confirmam essa realidade. Apenas 14,7% dos adultos fazem atividades físicas no tempo livre com a regularidade necessária - 30 minutos diários, cinco vezes por semana. Considerando aqueles que se deslocam para o trabalho ou para escola a pé ou de bicicleta, o índice sobe para 30,8%. O estudo demonstra ainda aumento do número de sedentários no país, que hoje representam 16,4% da população, ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, no deslocamento, na limpeza da casa ou outros trabalhos pesados. Esse índice é 24% maior que o registrado em 2006, quando havia 13,2% de adultos inativos fisicamente.
Nos períodos de descanso, é a televisão que distrai o brasileiro. A pesquisa mostrou que 25,8% dos adultos passam três ou mais horas em frente à TV e isso acontece cinco vezes ou mais na semana. Isso demonstra que as pessoas optam cada vez mais por um lazer passivo ao invés de praticar esportes ou outras atividades físicas, afirma Deborah Malta.
Para a melhoria da qualidade de vida da população, o governo federal instituiu, em 2006, a Política Nacional de Promoção da Saúde. Desde então, estados e municípios recebem incentivos financeiros para ações de estimulo à prática de exercícios físicos, alimentação saudável e construção de espaços de convivência e lazer.

Fonte: Associação Brasileira de Nutrição

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia Mundial da Saúde


O dia mundial da saúde foi criado em 1948, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), através da preocupação de seus integrantes em manter o bom estado de saúde das pessoas do mundo, bem como alertar sobre os principais problemas que podem atingir a população.

Ter saúde é garantir a condição de bem estar das pessoas, envolvendo os aspectos físicos, mentais e sociais das mesmas, em harmonia, definição dada segundo a OMS.



terça-feira, 6 de abril de 2010

Pirâmida Alimentar - Foto

CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR.

Pirâmide Alimentar

Flexível e cheia de opções, a Pirâmide Alimentar pode ser o seu guia para uma dieta equilibrada e alimentação saudável. Ela foi desenvolvida pelo departamento de agricultura americano e oferece orientação simples e fácil para você escolher seu cardápio respeitando sete diretrizes.
Diretrizes:
- Coma uma diversidade de alimentos.
- Mantenha um peso saudável.
- Escolha uma dieta com pouca gordura, colesterol e gordura saturada.
- Escolha uma dieta rica em vegetais, frutas e grãos.
- Use açúcar com moderação.
- Use sal com moderação.
- Se consome bebidas alcóolicas, beba com moderação.
A Pirâmide Alimentar encoraja os princípios básicos de uma dieta saudável : variedade, equilíbrio e moderação.
Variedade: Não há um único alimento que forneça todos os nutrientes necessários. Uma dieta variada inclui alimentos diferentes nos 5 grandes grupos da Pirâmide que juntos atendem às recomendações nutricionais.
Equilíbrio: Uma dieta equilibrada incorpora diariamente as quantidades apropriadas dos 5 grupos de alimentos, provendo as calorias e nutrientes necessários. Sua idade, sexo e nível de atividade física podem alterar o número de porções necessárias para uma dieta balanceada.
Moderação: Selecionar as comidas e bebidas com cuidado ajuda a controlar as calorias e quantidades de gordura, colesterol, gordura saturada, sal, açúcares e, se consumidas, bebidas alcóolicas. Isso permite maior flexibilidade para saborear a variedade de alimentos disponíveis.

Embora a pirâmide alimentar não seja uma ciência exata, é um bom começo para criar uma dieta saudável e balanceada.
Ela demonstra como os diferentes tipos de alimentos devem ser balanceados em sua dieta.
Cereais, pães, arroz e massas - 6 a 11 porções.
Vegetais - 3 a 5 porções.
Frutas - 2 a 4 porções.
Carnes, peixes, aves, ovos, feijões e nozes - 2 a 3 porções.
Leite, iogurte e queijos - 2 a 3 porções.
Gorduras, óleos e açucares - use de forma reduzida.
Uma alimentação saudável não significa largar as comidas e bebidas prediletas. Somente aprenda como balancear sua alimentação. Você pode acomodar seus alimentos preferidos e saborear as refeições enquanto promove sua saúde.
Não há alimento "bom" ou "ruim", a sua dieta como um todo que é importante. Toda comida pode se encaixar numa dieta variada, moderada e balanceada.

Funcionários comem errado nas empresas

Estudo realizado em uma empresa de Belo Horizonte mostra que o almoço consumido pelos funcionários é hipoglicídico, hiperprotéico e hiperlipídico. Além disso, o consumo de fibras alimentares é baixo. Pesquisadores afirmam que a alimentação deve ser orientada por nutricionistas.
As Unidades de Alimentação e Nutrição têm como objetivo principal oferecer alimentação adequada às necessidades nutricionais da clientela das empresas. Os cardápios elaborados devem ser, portanto, balanceados de modo que os requerimentos em energia e nutrientes possam ser. Como no sistema self service não existem restrições das quantidades servidas, é comum que haja consumo médio elevado de alguns alimentos, principalmente das carnes e gorduras. Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais em um estudo que teve como objetivo avaliar a adequação nutricional média do almoço self service de uma Unidade de Alimentação Nutricional da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A clientela da unidade foi constituída por 310 funcionários, na faixa etária de 16 a 60 anos. Foram estudados os 22 cardápios do período entre 8 de janeiro e 14 de março de 2001, servidos de segunda a sexta-feira.
De acordo com artigo publicado na edição de janeiro/fevereiro de 2005 da Revista de Nutrição, “as preparações culinárias de cada refeição devem ser selecionadas pelo nutricionista, levando em consideração os hábitos e as preferências alimentares da clientela, a safra, a oferta e o custo do gênero alimentício no mercado, os recursos humanos, a disponibilidade de área e equipamentos, o preparo e o consumo efetivo dos alimentos”.
No estudo, os pesquisadores constataram que o valor energético médio foi de 1108kcal. Os teores de carboidratos, proteínas e lipídios forneceram, respectivamente, 51,0%, 19,0% e 30,0% de energia metabolizável. Segundo eles, “com base nas recomendações para a população brasileira do sexo masculino (2.785kcal), os cardápios avaliados contribuíram com 40,0% da necessidade energética total, 30,0% dos carboidratos, 96,0% das proteínas e 47,0% dos lipídios. Para a população do sexo feminino (2.056kcal), os valores correspondentes foram, respectivamente, 54,0%, 41,0%, 130,0% e 64,0%”. Isso mostra que o almoço consumido pelos funcionários da empresa é hipoglicídico, hiperprotéico e hiperlipídico, com destaque para o consumo de proteínas que, de acordo com os cientistas, deveria ser reduzido cerca de 2 vezes para os homens e 3 vezes para as mulheres para atender às recomendações.
O consumo de fibra alimentar também mostrou-se inadequado, correspondendo a 48,0% das necessidades diárias da clientela. Dessa forma, a equipe alerta para a necessidade de todos os nutrientes estarem presentes em todas as refeições, nas quantidades e percentuais recomendados e levando-se em consideração as necessidades energéticas totais calculadas com base nas atividades, para que a adequação nutricional do indivíduo-médio seja atendida. “As atividades de atenção dietética devem anteceder o planejamento de uma refeição adequada, sendo inerentes ao nutricionista responsável, o que não foi priorizado na unidade estudada”, afirmam no artigo.

Fonte: Dra Shirley de Campos e Agência Notisa

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Páscoa


FELIZ PÁSCOA A TODOS!!!